domingo, 8 de abril de 2012


O que é Patologia?


Patologia (grego pathos: sofrimento, doença; logia: ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob determinados aspectos.Ela envolve tanto a ciência básica quanto a pratica e enfoca o estudo das modificações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos às doenças.



RESPOSTAS CELULARES À AGRESSÃO


Homeostasia (estado estável): capacidade de lidar com exigências fisiológicas
· ADAPTAÇÕES CELULARES

 
- ATROFIA (diminui tamanho celular)

Redução no tamanho da célula devido à perda de substância celular. Quando um número suficiente de células está envolvido, o tamanho do tecido ou órgão diminui e se torna atrófico.


CAUSAS DA ATROFIA:
-Diminuição da carga(desuso);
-Perda da inervação (desnervação);
-Diminuição do suprimento sanguíneo;
-Nutrição inadequada;
-Perda da estimulação endócrina;
-Envelhecimento e pressãoA diminuição do tamanho da célula ocorre pela perda de substancia celular.


- HIPERTROFIA (AUMENTA VOLUME CELULAR)

O aumento do tamanho das células ocorre pela síntese de mais componentes estruturais.
Ela ocorre por aumento da demanda funcional ou por estímulos hormonais específicos.O estímulo comum para hipertrofia muscular é o aumento da carga.
Ocorre síntese de mais proteínas e filamentos, atingindo um equilíbrio entre a demanda e a capacidade funcional da célula.Hiperplasia e hipertrofia geralmente ocorrem ao mesmo tempo.


MECANISMOS DE HIPERTROFIA

O que desencadeia a hipertrofia e as mudanças na expressão dos genes:-Desencadeadores mecânicos:estiramento;
-Desencadeadores tróficos:fatores de crescimento e agentes vaso ativos(estimulam a expressão de vários genes, que levam à hipertrofia).

 
- HIPERPLASIA (AUMENTA NUMERO CELULAR)

Ocorre se a população celular for capaz de sintetizar DNA, permitindo que ocorra a mitose. Ela pode ser fisiológica ou patológica.

Fisiológica:- Hormonal: aumenta a capacidade funcional de um tecido quando necessário.-Compensatória:aumento da massa tecidual após dano ou ressecção parcial.
Patológica:- Causada por estimulação excessiva das células por hormônios ou fatores de crescimento.


MECANISMOS DA HIPERPLASIA
Produção local de fatores de crescimento; Aumento dos receptores de fatores de crescimento;
Ativação de vias de sinalização.
EFEITO: Produção de fatores de transcrição, que ativam muitos genes celulares, receptores para produção de fatores de crescimento e reguladores de ciclo celular.
RESULTADO: Proliferação celular.


- METAPLASIA (ALTERAÇÃO CELULAR-SUBSTITUIÇÃO)

É uma alteração reversível na qual um tipo de célula adulta é substituída por outro tipo de célula (troca por epitélio mais resistente).
A metaplasia mais comum é a do epitélio colunar para escamoso(ex:tabagistas).Se as influências que predispõem a metaplasia persistirem, elas podem induzir transformações malignas no epitélio metaplásico.
A metaplasia de tecido conjuntivo se dá pela formação de cartilagem, osso e tecido adiposo em tecidos.  

MECANISMOS DA METAPLASIA

É resultado de uma reprogramação de células tronco.

 Em uma alteração metaplásica, esses precursores celulares seguem um ano vavia de diferenciação. Isso ocorre por meio de sinais gerados por citocinas, fatores de crescimento e componentes da matriz extracelular.
Genes específicos do tecido estão envolvidos.
Os fatores, agindo por estímulos externos, induzem fatores de transcrição específicos que direcionam uma cascata de genes específicos para determinado fenótipo, formando uma célula diferenciada

TIPOS DE METAPLASIA

Escamosa
Mucosa brônquica de fumantes
Endocervice em cervicitesIntestinalgastrites crônicas
refluxogastro-esofágico (Esôfago de Barrett)
MesenquimalÓssea
cartilaginosa 

sábado, 7 de abril de 2012



Estudo confirma benefícios do consumo de frutas e vegetais

A relação entre o consumo de frutas, vegetais e o desempenho cognitivo é o tema de um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Bioquímica e Biologia Molecular da Heinrich-Heine University, na Alemanha.
Os participantes da pesquisa tinham entre 45 e 102 anos e os resultados, publicados no Journal of Alzheimer’s Disease, mostraram um desempenho cognitivo muito superior dos indivíduos que consumiam altas quantidades de frutas e vegetais (em torno dos 400 g diários). Além disso, esses indivíduos apresentavam maiores taxas de antioxidantes, menos indicativos de radicais livres e melhor saúde que aqueles que consumiam menos que 100 g diários desses alimentos.
Cristina Polidori, uma das autoras do estudo diz que “sabe-se que há associações entre o consumo de vegetais e frutas e o aumento das defesas do organismo, combate os radicais livres. Também é sabido que os hábitos nutricionais saudáveis trazem melhores respostas na cognição”.
Mas esse trabalho mostra que há uma relação entre todos esses elementos de forma positiva generalizada para o corpo, independentemente da idade e de outros hábitos de vida. “Os dados sugerem um aumento à resistência contra o desenvolvimento da demência, por exemplo, entre outros pontos positivos para a saúde mental e corporal.”
O estudo também foi amplo ao acompanhar indivíduos de todos os gêneros, índice de massa corpórea, nível de educação e outros fatores como diversos níveis de lipídios e albumina (ligados ao nível de antioxidantes no corpo). Em médio prazo, o estudo pretende fazer uma ampliação dos indivíduos acompanhados para pacientes com Alzheimer em diferentes estágios e com alterações cognitivas independentes de demência

 

Alimentos para apimentar a relação
Pimenta, chocolate, romã, e outros alimentos são usados como afrodisíacos há anos. Agora, quem deseja apimentar a relação deve apostar em mais três alimentos: o alho, o gengibre e a baunilha. É o que sugere estudo realizado por Phil Lempert, analista do setor de alimentos nos Estados Unidos e criador do site Supermarketguru.
Há séculos o alho é usado na Europa como remédio afrodisíaco, já que estimula a secreção de suco gástrico, ajuda na digestão e aumenta o fluxo sanguíneo.  “Diz-se que o ‘calor’ no alho desperta desejos sexuais", afirma Lempert.
Sobre o gengibre e a baunilha Lempert diz que "a raiz do gengibre é usada para acalmar o estômago, mas também age como estimulante e como afrodisíaco, além de ajudar no relaxamento. Já em relação ao cheiro e sabor de baunilha acredita-se que possam aumentar o sentimento de luxúria, mas alguns estudos mostram que a baunilha pode elevar os níveis de catecolaminas, ou adrenalina no sangue”.
Leia mais sobre o estudo em UPI (em inglês)

Necrose gangrenosa
Quando o tecido necrosado sofre modificações ao entrar em contato com agentes externos, pode ser o ar ou bactérias anaeróbias.Podem ser do tipo:
-Seca: O tecido necrosado sofre perda de água quando entra em contato com o ar.Ex: pacientes diabéticos (extremidades).
-Úmida: O tecido necrosado sofre um amolecimento quando entra em contato com bactérias anaeróbias.
-Bolhosa: O tecido necrosado ao entrar em contato com bactérias anaeróbias do grupo cistridium, formam bolhas que contém gases.

APOPTOSE

 APOPTOSE


A apoptose é a via de morte celular que é induzida por um programa intracelular altamente regulado, no qual as células destinadas a morrer ativam enzimas (caspases) que degradam seu DNA nuclear e as proteínas citoplasmáticas.


 
Esquema mostra o estágio final de uma célula em apoptose
A apoptose acontece tanto em eventos patológicos como em eventos fisiológicos. Morte de células nos processos embrionários; involução dependente de hormônios nos adultos; eliminação celular em populações celulares em proliferação; neutrófilos e outros leucócitos após término de reações inflamatórias ou imunológicas; eliminação de linfócitos auto-reativos potencialmente danosos; morte celular induzida por células T citotóxicas são exemplos de apoptose fisiológica. Já a patológica ocorre principalmente na presença de vírus, estímulos nocivos (como radiação e drogas citotóxicas anticancerosas), atrofia patológica dos órgãos e tumores.
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

Morfologicamente, as células apoptóticas apresentam encolhimento celular (citoplasma denso e organelas mais agrupadas); condensação da cromatina (a cromatina se agrega na periferia do núcleo, em massas densas de várias formas e tamanhos. O próprio núcleo pode se romper em dois ou mais fragmentos); formação de bolhas citoplasmáticas e de corpos apoptóticos que são fagocitados geralmente pelos macrófagos. As células saudáveis do tecido migram e proliferam para ocupar o espaço da célula morta.
Condensação da cromatina. (Elsevier. Kumar et al: Robbins Basic Pathology 8e -
Em A, observa-se condensação nuclear. Em B, observa-se fragmentação nuclear e formação de corpos apoptóticos. (Elsevier. Kumar et al: Robbins Basic Pathology 8e - 

Condensação da cromatina na face interna da membrana nuclear formando crescentes em uma célula na fase inicial da apoptose.


Etapa mais avançada, em que a membrana nuclear forma evaginações contendo cromatina condensada. Isto depois dá origem aos corpos apoptóticos.

MECANISMOS DA APOPTOSE

A apoptose pode ocorrer por duas vias, Intrínseca e Extrínseca.

A via Intrínseca ou Mitocondrial ocorre quando da retirada de fatores de crescimento ou de hormônios, ou quando acontece lesão ao DNA por radiação, toxinas ou radicais livres. Ela é regulada por membros da família Bcl-2, ativando moléculas pró-apoptóticas, como o citocromo c. Além disso, há a participação do gene supressor p53. Tudo isso culmina na ativação de caspases iniciadoras e efetoras, levando às alterações celulares e à morte.

A via Extrínseca acontece por meio da interação receptor-ligante, como por exemplo o Faz e o receptor de TNF. Isso ativará uma cascata de proteínas adaptadoras, que também culminará na ativação das caspases.

A apoptose pode acontecer após a privação de fatores de crescimento; mediada por danos ao DNA; induzida pela família de receptores do Fator de Necrose Tumoral (TNF) ou mediada pelo linfócito T citotóxico.

Mecanismos de apoptose. (Elsevier. Kumar et al: Robbins Basic Pathology 8e - 
Referências:

1. Robbins & Cotran; Patologia: Bases Patológicas das Doenças; 7ª Edição, 2005
2. 
http://ligadepatologiaufc.blogspot.com.br/search/label/Patologia%20Geral

drip test




Como funciona o drip test (teste da água)


Drip Test é a denominação dada para a verificação de quantidade de água resultante do descongelamento do produto, cuja metodologia consta da Portaria SDA nº 210, de 10 de novembro de 1998 e somente pode ser aplicada a carcaças de aves congeladas não temperadas.
Após o abate, escalda, depenação e evisceração, o frango passa por dois sistemas de banho em água gelada chamados pré-chiller e chiller, que preparam a carcaça para o resfriamento ou congelamento. Durante este processo a carcaça absorve água que congelará junto com o produto caso não seja realizado um escorrimento adequado. Segundo a Portaria 210/98, o resultado do Drip Test não pode ultrapassar seis pontos percentuais. Acima desse valor, o consumidor passa a adquirir, juntamente com o produto, água congelada e será economicamente lesado.
O procedimento do teste resumiu-se em obter o peso das carcaças congeladas (seis para cada amostra) e expô-las à temperatura de 42ºC através de um banho-maria especial e protegidas por um envoltório plástico até que sua temperatura interna alcançasse 4ºC. Após isso, as carcaças foram expostas à temperatura ambiente (entre 18 e 25ºC) até que todo excesso de água escorresse. Foi realizada uma nova pesagem das carcaças e a diferença entre as duas pesagens indicou a quantidade de água perdida após o descongelamento. Calculou-se o percentual de água perdida de cada carcaça e calculou-se a média aritmética entre os seis valores obtidos, chegando-se à média final da amostra em pontos percentuais.
Também foi calculado o desvio padrão das pesagens das carcaças com o objetivo de verificar a variação entre os pesos obtidos (entre as 6 carcaças). É importante ressaltar que o desvio padrão não é sinônimo de margem de erro relativo à média aritmética obtida. Assim sendo, não se deve considerar o desvio padrão como variação possível, para mais ou para menos, ao resultado obtido
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