sexta-feira, 13 de abril de 2012


NECROSE RENAL

A necrose é um processo que ocorre quando o núcleo da célula esta afetado. O agente lesivo afeta a célula primeiro com lesões reversíveis, e na persistência do agente os danos chegam ao nível nuclear, causando lesões tidas como irreversíveis. Portanto a necrose se caracteriza por danos no núcleo, e conseqüente alterações estruturais da célula.
A necrose apresenta núcleos em 3 estágios: picnose, cariorrexe e cariolise.
A necrose pode ser causada por vários agentes um deles é a isquemia.

Há 3 tipos de necrose:
• Coagulativa = ocorre em tecidos com irrigação terminal (coração, pâncreas, baço, supra renal, rim).
• Liquefação = ocorre em tecidos moles, com grande quantidade de enzimas hidrolíticas (cérebro, pâncreas, baço)
• Gangrena = ocorre em tecidos expostos, em contato com ar, bactérias.
Figura 5.1 – Rim com necrose coagulativa. Os túbulos renais perderam sua morfologia original e a células não apresentam núcleo. 
Figura 5.2 – Rim normal com as células normais constituindo túbulos renais.


 DEFINIÇÃO

É o conjunto de alterações morfológicas que se seguem à morte celular, num tecido ou órgão vivo, resultante de ação degradativa por parte de enzimas sobre uma célula letalmente agredida.

 ETIOLOGIA

Os agentes que ocasionam a necrose podem ser classificados em 5 categorias: isquemia ou anóxia; agentes físicos; agentes químicos; agentes biológicos; e hipersensibilidade. Atuam primariamente alterando as atividades metabólicas e bioquímicas normais da célula, levando-a a morte. A distribuição da lesão celular e a extensão da necrose produzida é variável e depende do agente específico, de sua virulência, do tempo de exposição à injúria e da susceptibilidade individual das células. Assim, a anóxia exerce seu maior efeito sobre as células nervosas, as quais são muito sensíveis a tais ataques, enquanto que diversos produtos químicos podem exercer pequeno efeito sobre os neurônios, produzindo lesão grave no fígado e rim.

 ISQUEMIA

A falta de suprimento sangüíneo para um órgão priva-o do oxigênio e elementos nutritivos, determinando a morte de suas células, a não ser que imediatamente se estabeleça uma circulação colateral suficiente para prover suas necessidades metabólicas. A isquemia poderá ocasionar a necrose de coagulação (comum em órgãos bastante irrigados).

 AGENTES FÍSICOS

Traumatismo, frio, calor, energia radiante ou elétrica podem ocasionar necrose. Estes agentes podem atuar diretamente sobre a célula ou produzir seu efeito de maneira indireta, tornando inadequado o suprimento sangüíneo, lesando os vasos ou aumentando o metabolismo das células de tal maneira que o sangue existente se torna insuficiente.

 AGENTES QUÍMICOS

Quase todos os produtos químicos em concentração suficiente podem exercer efeitos tóxicos e determinar a morte celular. Soluções concentradas de substâncias inóquas como o sal e a glicose podem causar destruição local dos tecidos, ao perturbar o equilíbrio osmótico celular. Entretanto, existem alguns produtos químicos com efeito mortal em concentrações relativamente baixas (venenos).

 AGENTES BIOLÓGICOS

Bactérias, vírus e protozoários podem ocasionar danos celulares. As bactérias elaboram produtos tóxicos que podem armazenar-se no interior da célula bacteriana (endotoxina) ou então se difundirem para o meio externo (exotoxinas). Os organismos exotóxicos são em geral mais virulentos, e portanto possuem maior capacidade de produzir necrose tecidual. Os vírus e protozoários são capazes de determinar a morte celular, considerando a produção de enzimas ou frações tóxicas destrutivas ou por mecanismos ainda mal conhecidos.

 HIPERSENSIBILIDADE

Pode originar reações imunológicas violentas, levando à morte das células. Alguns pacientes sofrem de alergia simples ao pó, mofo, que produz somente hipersecreção das glândulas mucosas nasais. Porém, em outras situações, a reação é tão intensa que chega a produzir vesiculações graves e morte das células epidérmicas.

 ALTERAÇÕES ULTRA-ESTRUTURAIS DAS CÉLULAS NECRÓTICAS:


A necrose é a soma das alterações morfológicas que se seguem à morte celular num tecido vivo, constituindo-se na principal manifestação celular irreversível. Dois processos essencialmente simultâneos propiciam as alterações da necrose: digestão enzimática da célula e desnaturação das proteínas. As enzimas catalíticas (decomposição) originam-se ou dos lisossomas das células mortas ( digestão enzimática = autólise) ou dos lisossomas de leucócitos imigrantes (heterólise) A célula pode ser dada como morta, na microscopia óptica, somente após ter passado pela necrose. A célula morta pede ter seu aspecto mais vítreo e homogêneo do que as células normais, devido principalmente a perda de partículas de glicogênio. Depois de as enzimas terem digerido as organelas citoplasmáticas, o citoplasma torna-se vacuolado e toma aspecto de corroído. Finalmente, em alguns casos, pode ocorrer a calcificação de algumas células. No núcleo, inicialmente é observado um agrupamento de cromatina, criando grandes agregados anexos à membrana nuclear e ao nucléolo. A degeneração nuclear poderá tomar dois rumos: em algumas células o núcleo retrai-se progressivamente e se transforma numa massa densa, pequena e enrugada de cromatina firmemente compactada (Picnose). Com o tempo essa compactação passa por uma dissolução progressiva (Cariólise). Em outras células, após sofrer picnose, o núcleo pode fragmentar-se em muitos seguimentos (Cariorrexe). Comumente o núcleo desaparece. 

NECROSE GORDUROSA






A necrose do tecido gorduroso é particularmente importante na pele e em sítios ricos em gordura, tais como a mama. A lesão determina a ruptura das células gordurosas com liberação para o interstício de ácidos graxos livres (formando complexos com o cálcio), que se depositam como sabões. Estes, por sua vez, suscitam reação inflamatória do tipo corpo estranho, com o aparecimento de células macrofágicas que se apresentam com o citoplasma finamente vacuolado. A necrose gordurosa pode ocorrer após traumatismos. Mais comumente, é encontrada na necrose pancreática aguda, na qual enzimas pancreáticas causas necrose. 

NECROSE CASEOSA

É um tipo especial de necrose de coagulação, no qual há considerável mistura de proteínas tissulares coaguladas com lipídios, dando à área necrótica uma aparência comparável a do queijo fresco. Freqüentemente observada na tuberculose, porém moléstias ocasionadas por fungos podem também ocasionar. O mecanismo de sua formação está estreitamente relacionado à hipersensibilidade. O aspecto característico desse tipo de necrose é de um material mole, friável e branco-acinzentado.



 NECROSE DE COAGULAÇÃO
É o padrão mais comum de necrose e se caracteriza pela conversão da célula num "arcabouço" opaco.
Ocorre devido à perda do núcleo, mas com a preservação da forma celular básica, permitindo o reconhecimento dos contornos celulares e arquitetura tissular. Usualmente, é o resultado de isquemia grave e repentina, em órgãos tais como o coração e rim. Presumivelmente, o padrão resulta da desnaturação, não só das proteínas estruturais como também das proteínas enzimáticas. O tecido morto perde água sem se decompor e se torna firme, opaco, pálido e seco. É a conseqüência da interrupção da circulação do sangue a uma área limitada de órgãos. 

MULHERES VIVEM MAIS QUE OS HOMENS.



Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres vivem mais do que os homens. E, por viverem cerca de oito anos a mais, elas também sofrem com doenças e agravos relacionados ao envelhecimento. Para a coordenadora de Saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Luiza Machado, investir em hábitos saudáveis na juventude garante uma saúde mais equilibrada na velhice.
Ela afirma que o “segredo” é se manter sempre ativa, com hábitos saudáveis de vida, como alimentação rica em cálcio, além de atividade física, que ajuda na prevenção de doenças como a osteoporose (diminuição da massa óssea).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de 13% a 18% das mulheres e de 3% a 6% dos homens com mais de 50 anos têm osteoporose em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde aposta em ações de prevenção à doença desde a infância para a garantia de uma “poupança óssea”.
Machado alerta que é preciso estimular a população a seguir uma dieta mais saudável, rica em verduras, legumes e frutas. O consumo de leite e derivados, alimentos com alto índice de cálcio deve ser aumentado, enquanto que o de refrigerantes precisa ser diminuído. Outras fontes de cálcio são os vegetais de cor verde escuro, peixes, castanhas e nozes.
A coordenadora também lembra que a exposição ao sol, de 15 a 20 minutos até 10h e depois das 16h também é um hábito importante para a prevenção da osteoporose, pois o sol é responsável pela formação da vitamina D no organismo, o que contribui para a fixação do cálcio.

domingo, 8 de abril de 2012


LESÃO  CELULAR:

REVERSÍVEL, IRREVERSÍVEL(ESTÍMULO PERSISTENTE) OU  MORTE CELULAR.
Lesão e morte celular
Ocorre quando a célula foi submetida a um estresse tão severo que não são mais capazes de se adaptar
.Lesão celular reversível: alterações morfológicas e funcionais que são reversíveis quando o estímulo nocivo for retirado. Características: redução da fosforilação oxidativa, redução na quantidadede ATP e edema celular.
Lesão irreversível e morte celular: promove alterações estruturais e funcionais.

CAUSAS DAS LESÕES CELULARES
Hipóxia:deficiência de oxigênio (insuficiência cardiorrespiratória, anemia, etc.)difere da isquemia.
Agentes físicos: trauma mecânico, temperaturas extremas, mudanças de pressão atmosférica, radiação e choque elétrico.
Agentes químicos e drogas: soluções hipertônicas, oxigênio, venenos, poluentes, álcool e narcótico, medicamentos.
Existem 2 padrões principais de morte celular:-
Necrose ocorre após estresse anormal, como isquemia e lesão química, sendo sempre patológica;
-Apoptose:a célula morre devido à ativação de um programa de‘suicídio’controlado internamente.
Necrose e Apoptose
Necrose:quando os danos são severos, as enzimas lisossômicas entram no citoplasma e digerem a célula e os componentes celulares vazam.
Apoptose: dissolução nuclear sem perda total da integridade das membranas. Alguns tipos de estímulos podem induzir tanto apoptose quanto necrose, dependendo da intensidade e duração do estímulo, da rapidez do processo de morte celular e da alterações bioquímicas induzidas nas células danificadas.
Mecanismos de lesões celulares

A resposta celular a estímulos nocivos depende do tipo da lesão, sua duração e sua gravidade.
As conseqüências da lesão celular dependem do tipo, estado e grau de adaptação da célula danificada.
 A lesão celular resulta de anormalidades funcionais e bioquímicas em um ou mais componentes celulares essenciais.

DIMINUIÇÃO DO ATP



DANO  MITOCONDRIAL

Danos às mitocondrias promovem, além de perda de energia, a apoptose por liberação de fatores sinalizantes.

As mitocôndrias podem ser danificadas pelo aumento de Ca++ no citosol, pelo estresse oxidativo, pela degradação dos fosfolipídios e pelos produtos de degradação dos lipídios derivados dessas reações (A Geceramida).













O aumento do cálcio citosólico ativa várias enzimas que prejudicam o funcionamento da célula - fosfolipases, proteases, endonucleases, trifosfatases de adenosina, além de ativação de capases e aumento da permeabilidade mitocondrial
PERDA DA HOMEOSTASIA DO CÁLCIO



ACÚMULO DE RADICAIS LIVRES
Os radicais livres causam peroxidação lipídica das membranas, ligação cruzadas das proteínas e fragmentação do DNA.

Espécies reativas de oxigênio: produto indesejável da respiração mitocondrialradicais livres(danificam lipídios, proteínas e ácidos nucléicos).
Estresse oxidativo: desequilíbrio entre sistemas de geração e eliminação de radicais livres.
Mecanismos de remoção de radicais livres:antioxidantes (vitaminas), ferro e cobre, enzimas (catalase, superóxido dêsmutas e eglutationa peroxidase)

DEFEITOS NA PERMEABILIDADE DA MEMBRANA
Defeitos da permeabiliade da membrana resultam em perda do equilíbrio osmótico e influxo de fluidos e íons, além do extravasamento de conteúdo de organelas membranosas, tais como lisossomos.
Perda da permeabilidade seletiva da membrana leva a um dano evidente da membrana, sendo característica de lesão celular.
Pode afetar a mitocôndria, membrana plasmática e outras membranas celulares.
Consequências:
-Perda do equilíbrio osmótico (influxo de fluídos e íons);-Perda de proteínas, enzimas, coenzimas e á  cidos  nucléicos.
-Lesão na membrana dos lisossomos: RNAses, DNAses, proteases, fosfatases, glicosidases, etc.
Quando a célula realmente morre?
Danos ao DNA e às proteínas comumente acarretam em apoptose.

Incapacidade de reverter a disfunção mitocondrial;
Desenvolvimento de alterações profundas na função da membrana
Independente de quais sejam os mecanismos de lesão à membrana, o resultado final é um extravasamento maciço de materiais intracelulares e um grande influxo de cálcio


O que é Patologia?


Patologia (grego pathos: sofrimento, doença; logia: ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob determinados aspectos.Ela envolve tanto a ciência básica quanto a pratica e enfoca o estudo das modificações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos às doenças.